Se a sua empresa tem funcionários registrados, você provavelmente já ouviu falar em laudo PGR. Mas aqui vai uma informação importante: esse termo está errado — e entender isso pode evitar problemas sérios com fiscalização.
Neste artigo, você vai entender o que é o PGR, quando ele é obrigatório, quanto custa e como saber se o seu está correto.
O que é um laudo PGR?
O termo “laudo PGR” é popular, mas tecnicamente incorreto. Assim como o termo laudo PCMSO que é usada tecnicamente de forma incorreta.
Na prática, ele se refere ao PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), que não é um laudo, e sim um programa contínuo de gestão de riscos ocupacionais.
Diferença simples:
- Laudo: documento estático que dá um resultado
- PGR: processo contínuo que identifica, controla e monitora riscos
Ou seja, o PGR não serve apenas para “cumprir tabela”, mas para prevenir acidentes e proteger a empresa juridicamente.
O PGR é obrigatório para todas as empresas?

Sim. O PGR é obrigatório para empresas com funcionários CLT, conforme a NR-01.
Mas existem exceções:
- MEI sem funcionário: dispensado.
- ME e EPP grau de risco 1 ou 2 sem funcionário: podem ser dispensadas.
Atenção: mesmo quando há dispensa, a empresa continua responsável pela segurança do ambiente.
O que acontece se a empresa não tiver PGR?
Ignorar o PGR pode gerar consequências diretas:
- Multas de R$ 670 a mais de R$ 6.000 por infração.
- Interdição de máquinas ou atividades.
- Processos trabalhistas.
- Aumento de impostos (FAP e RAT).
- Responsabilidade civil e até criminal.
Na prática, o PGR é o principal documento que protege sua empresa em fiscalização.
Qual a diferença entre PGR, PCMSO e LTCAT?

Cada documento tem uma função específica:
PGR
- Foco: prevenção
- Função: identificar e controlar riscos
PCMSO
- Foco: saúde do trabalhador
- Função: definir exames médicos
LTCAT
- Foco: aposentadoria especial
- Função: comprovar exposição a riscos
O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é a base de todos os outros programas.
PGR substituiu qual documento?
O PGR substituiu o PPRA em 2022, com a atualização da NR-01.
Mas não foi só uma troca de nome.
O que mudou na prática:
- Antes: foco em riscos ambientais.
- Agora: inclui riscos ergonômicos, acidentes e psicossociais.
- Exige plano de ação real (com prazos e responsáveis).
- Integra com o PCMSO.
- Foco em gestão contínua.
Portanto, o programa PGR exige ação, não apenas documentação.
O que um PGR precisa ter para ser válido?

Um PGR correto precisa ter dois pilares:
1. Inventário de Riscos
- identificação dos perigos;
- avaliação dos riscos;
- classificação (baixo, médio, alto);
- trabalhadores expostos.
2. Plano de Ação
- medidas de controle;
- responsáveis;
- prazos;
- acompanhamento.
Além disso, deve incluir:
- análise de acidentes;
- plano de emergência;
- comunicação com trabalhadores.
Sem isso, o documento pode ser invalidado.
Quem pode elaborar um PGR?
Os principais profissionais são:
- Técnico de Segurança do Trabalho.
- Engenheiro de Segurança.
- Equipes multidisciplinares.
Erros comuns:
- usar modelo pronto.
- não visitar a empresa.
- copiar dados genéricos.
- não classificar riscos corretamente.
Isso pode gerar multa e perda de defesa em processo.
Quanto custa um laudo PGR?
O preço varia conforme:
- grau de risco da empresa;
- número de funcionários;
- quantidade de funções diferentes;
- necessidade de medições técnicas;
- localização.
Regra prática: quanto mais barato, maior o risco de ser um documento genérico.
Como saber se o PGR está correto?
Use este checklist rápido:
- O que está no documento bate com a realidade?
- Os riscos estão classificados (baixo, médio, alto)?
- Existe plano de ação com prazo e responsável?
- O documento está assinado por profissional habilitado?
- Existem medições quando necessário?
- As ações estão sendo executadas?
Se algo falhar, sua empresa pode ter problemas em fiscalização.

Conclusão: o laudo PGR é na verdade um programa que protege sua empresa
O chamado “laudo PGR” não é apenas um documento — é a base da segurança do trabalho na empresa.
Quando bem feito, ele:
- reduz riscos;
- evita multas;
- protege juridicamente;
- melhora a operação.
Quando mal feito, vira apenas um papel sem valor.
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